A história do Laboratório de Análise Experimental do Comportamento da PUC Goiás começa junto à implantação do curso de Psicologia no Estado. O primeiro laboratório experimental foi montado em 1973, com equipamentos da FUNBEC, no prédio do antigo Curso de Filosofia. Suas câmaras de condicionamento operante manuais marcaram a memória inicial do espaço, conhecido entre estudantes como o laboratório das caixas de Skinner.
O relatório histórico-documental do LAEC mostra que a trajetória do laboratório tem três datas formativas. A primeira é 1973-1974, quando o laboratório experimental foi instalado na então Universidade Católica de Goiás. A Profa. Iracema Evangelista de Souza chefiou o espaço até 1974, ano em que Lorismario Ernesto Simonassi assumiu a liderança e passou a estruturar pesquisas com rigor metodológico em Análise do Comportamento.
A segunda data é 1981-1982. Nesse período, Simonassi e Márcio de Queiroz Barreto elaboraram o projeto Condicionamento Operante, aprovado pelo CNPq em 1982. Esse é o marco documental mais robusto da constituição formal do laboratório como entidade reconhecida institucionalmente. A terceira data é 1986, quando o Projeto Pedagógico registrou a criação do Núcleo de Pesquisa em Psicologia Geral e Experimental, que incorporou e ampliou o laboratório já existente.
O LAEC nasceu como espaço de ensino experimental e se consolidou como matriz de formação científica em Análise do Comportamento na PUC Goiás.
Entre os fundadores e articuladores documentados estão Iracema Evangelista de Souza, responsável inicial pelo laboratório; Lorismario Ernesto Simonassi, que liderou o espaço a partir de 1974; Márcio de Queiroz Barreto, cossignatário do projeto de 1981 e colaborador nas primeiras intervenções; Marie Claire Angosto Pierre, que articulou institucionalmente a criação de laboratórios no Departamento de Psicologia; e a Irmã Mary Aparecida Rodrigues da Cunha, responsável por introduzir o ensino personalizado e conduzir pesquisas pioneiras em Psicologia da Saúde.
As primeiras frentes de pesquisa cobriram temas que ainda ajudam a compreender a identidade do LAEC: comportamento de escolha, contingências de omissão, critérios de estabilidade em estudos com ratos albinos, programas de redução de peso, avaliação de testes e automação de procedimentos experimentais. Com o tempo, essa base deu origem a linhas como processos básicos, comportamento verbal, análise comportamental aplicada, comportamento do consumidor, comportamento alimentar, equivalência de estímulos e instrumentação computacional.
O LAEC também foi central na criação do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia da PUC Goiás. Segundo o depoimento histórico do Prof. Lauro Eugênio Guimarães Nalini, o laboratório já funcionava, antes de 1999, com rotinas próximas às de um mestrado: seminários frequentes, pesquisadores convidados, apresentações sistemáticas e circulação intensa de docentes e estudantes. A comissão que estruturou o projeto do programa foi composta por Lauro Nalini, Lorismario Simonassi e Analice Nicolau.
Em 1999, o programa foi aprovado com três linhas: Social, Intervenção em Saúde e Análise do Comportamento. Simonassi coordenou o PSSP de 1999 a 2002, e a expansão do corpo docente aproximou o laboratório de pesquisadores em Análise do Comportamento, Psicobiologia, Psicologia Evolucionista e automação experimental. Essa convivência de vertentes científicas explica a diversidade da produção vinculada ao LAEC.
O levantamento histórico identificou 147 pessoas com vínculo ao laboratório ao longo de sua trajetória, incluindo orientandos de iniciação científica, mestrado, doutorado, TCC, membros seniores e colaboradores diretos. A história do LAEC é, portanto, também a história de uma rede de formação: estudantes que se tornaram professores, pesquisadores que consolidaram linhas próprias e parcerias que levaram a Análise do Comportamento para diferentes áreas de atuação.